------A trindade basilar «voz-guitarra-viola» que hoje em dia constitui o Fado que, independentemente de outros acréscimos e adornos, se expande aos olhos e ouvidos do mundo, terá tomado efectivo figurino no decurso da segunda-década do século XIX. A famosa Severa morreu em 1846 e Malhoa, nascido 8 anos adiante, pinta a célebre cena fadista em 1910 considerando apenas a guitarra portuguesa. Não lhe teria decerto escapado a viola se a parceria instrumental porventura já estivesse implantada.
------Não, «O Nosso Fado» não se apresenta sob a intenção de mais incrementar a polémica do «sabe-não-sabe» ou sequer confrontar estultamente os pergaminhos que são do genuíno e inequívoco domínio da «nossa querida mãezinha». Este sítio aparece sobretudo em isenta defesa do desiderato genérico e cultiva-se sob o peculiar modo do carácter portuense a fim de que não persista incólume o «faz-as-malas-e-vai-para-Lisboa».
------De resto, no lés-a-lés da sociedade portuguesa, quem é que não entende que o Fado-cantado, seja em que circunstância for, é o mensageiro da vida em português?...



Uma pedra, uma flor,
o mais pequeno ser vivo,
um pedacinho de amor,
tudo-tudo é relativo!...


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